20080428

Por que as árvores perdem suas folhas.

No começo dos tempos, as árvores e os animais podiam conversar entre si. Eles moravam próximos uns aos outros e dividiam muitas coisas; mas todo ano, quando o inverno chegava e os pássaros voavam para as terras quentes do sul, de onde retornariam somente na primavera, com suas famílias, quando voltava a ser quente.

Em um certo ano, quando o inverno chegou, Pardal estava machucado. Ele não estava sadio e forte o suficiente para voar para as quentes terras ao sul com sua família, então ele mandou sua família seguir viagem sem ele.

Ferido, ele sabia que não iria sobreviver ao inverno. Então, ele pediu ajuda às árvores. Ele se aproximou do Carvalho, e disse "Ó Carvalho, estou ferido e não posso voar. O inverno chegará logo, e se eu não encontrar abrigo antes disso, eu com certeza morrerei. Por favor, Carvalho, dê-me abrigo em seus galhos e folhas durante os tempos frios, para que eu possa me recuperar e receber minha família são e salvo quando eles voltarem, na primavera."

Mas Carvalho era uma árvore velha e ranzinza, e não gostara da idéia de ter um convidado durante o inverno, então ele disse ao Pardal: "Pardal, encontre outro lugar para passar o inverno. Eu não quero que você passe o inverno comigo."

E o pobre Pardal feriu seu espírito com a rejeição.

Então Pardal se aproximou do Bordo, e lhe perguntou. "Ó Bordo, estou ferido e não posso voar. O inverno chegará logo, e se eu não encontrar abrigo antes disso, eu com certeza morrerei. Por favor, Bordo, dê-me abrigo em seus galhos e folhas durante os tempos frios, para que eu possa me recuperar e receber minha família são e salvo quando eles voltarem, na primavera." E Bordo, apesar de ser uma árvore amigável, não gostou da idéia de ter um convidado para passar o inverno, e recusou o pedido de Pardal. "você..., encontre outro lugar, Pardal. Eu não quero passar o inverno com você."

E, novamente, Pardal ferira seu espírito.

E Pardal seguiu, pedindo abrigo para o inverno a todas as árvores; e em cada uma das vezes, seu pedido foi recusado... até que não sobrou árvore para pedir abrigo, a não ser o Pinheiro.

Já sem esperança, mas ainda se recusando a aceitar a morte, Pardal se aproximou do Pinheiro.

"Ó Pinheiro, estou ferido e não posso voar. O inverno chegará logo, e se eu não encontrar abrigo antes disso, eu com certeza morrerei. Por favor, Pinheiro... dê-me abrigo em seus galhos e folhas durante os tempos frios..."

Pinheiro pensou consigo Eu sou a última das árvores, o que posso fazer?, mas seu coração ouvira a súplica de Pardal. "Pardal... minhas folhas são finas e pequenas, mais parecida com agulhas... eu não tenho tantos galhos quanto as outras árvores... mas você é bem-vindo a se acomodar da melhor maneira que conseguir."

E então, Pardal passou o inverno com Pinheiro. E quando o calor da primavera chegou, a família de Pardal veio junto. E Pardal havia se recuperado durante o frio, e voôu para receber sua família.

O Criador viu e ouviu tudo o que aconteceu entre Pardal e as árvores. E O Criador convocou um grande conselho entre as árvores e falou a elas... "Vocês, que receberam muito, que tinham muito, não podiam dividir o mínimo do que tinham com o pobre Pardal num momento em que ele precisava. Por conta disso, deste dia em diante, quando o frio chegar, suas folhas murcharão e morrerão."

O Criador se virou então ao Pinheiro. "Pinheiro, você, que tinha muito menos do que as outras árvores, encontrou meu Espírito. Quando o frio chegar, você, de todas as árvores, manterá suas folhas, que permanecerão verdes durante todas as estações. Isso é pelo presente que você me deu, através do Pardal."

E é por isso, até hoje, que quando o inverno chega, todas as folhas murcham e morrem... exceto pelas do Pinheiro.





(FONTE: http://dezbird.multiply.com/journal/item/18)

2 comentários:

Rodrigo disse...

Xexaxional!

Reis disse...

historia bonita!
mais não acredito em um criador...
mais mesmo assim é bonita